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Os diplomatas e suas histórias - Guillermo Piernes

01/03/2022 00:00




­Os diplomatas e suas histórias

Por Guillermo Piernes **

Um livro fundamental nestes tempos bélicos: Os Diplomatas e suas histórias, com textos de 25 embaixadores. De acompanhar o abominável autoritarismo de alguns líderes mandaria ler, mas somente indico com todo carinho aos meus amigos, colegas e leitores, leiam que vale a pena.

Para lembrar a todos: "A relação entre estados se materializa através de confrontos militares ou pelo dialogo entre representantes diplomáticos".
Como sempre optaremos pela paz, o livro que recomendo veementemente nos mergulha na aplicação real da ciência e arte da diplomacia, na utilização das palavras pronunciadas no melhor momento para serem ouvidas, o gesto apropriado.
É uma viagem por situações reais em diferentes partes do mundo, por negociações harmoniosas, conflitos políticos, comerciais ou armados e situações que acabaram influenciando o curso de processos históricos. São textos ricos, com lições e caminhos experimentados ou improvisados para buscar soluções para conflitos, todos impregnados de humanismo.

Rubens Ricúpero, Marcos Azambuja, José Botafogo, Roberto Abdenour são alguns dos que contribuíram com textos carregados de conhecimento que explicam porque Itamaraty foi - eu espero que volte a ser - uma das diplomacias mais admiradas do mundo.

Quanta preparação e profissionalismo sintetizado na obra que organizou a embaixadora Leda Lucia Camargo. Ela traz a luz sobre a complexa e fundamental labor diplomática. Instiga-nos a refletir sobre a necessidade de respeitar e valorizar esse corpo de elite intelectual preparada para chegar aos melhores consensos de paz, desenvolvimento e justiça.

A diplomacia como ferramenta da justiça é um dos temas desenvolvidos por Leda Lucia Camargo (ex-embaixadora na Suécia e Moçambique) trazendo a tona um lamentável erro da mídia sensacionalista envolvendo descabidamente a rainha sueca Silvia, nascida no Brasil. Outra crônica refere-se a interessantes detalhes da negociação dos caças Gripen adquiridos pela Força Aérea Brasileira.

Além dos embaixadores mencionados os outros brilhantes diplomatas brasileiros que contribuíram com a obra são: Georges Lamaziêre, Paulo Antonio Pereira Pinto, Maria Dulce Silva Barros, Claudio Lyra, Irene Vida Gala, João Almino, Flávio Maieira, Julio Cesar Gomes dos Santos, Luiz Felipe de Seixas Correa, João Solano Carneiro da Cunha, Marcia Mara da Silva, Mauricio Lirio, Katia Gilaberte, Pedro Motta Pinto Coelho.
Também o livro conta com crónicas de destacados embaixadores de outros países como Vicente Espeche Gil (Argentina), Luis Cristina de Barros (Portugal), Ivan Jancarek (República Tcheca) Jaime Nualart (México), Inger Ultvedt (Suécia).
O livro, de 458 páginas, foi editado pela Francisco Alves, a mais antiga do Brasil, com a participação direta do editor Carlos Leal que comenta que "...o Itamaraty é uma instituição de excelência no Brasil" alem de registrar que a vida dos embaixadores é "... árdua e cheia de percalços, muito além do glamour e da opulência dos banquetes em palácios reais".
Como autor deste artigo devo esclarecer que tive a fortuna de fazer cobertura jornalistica quase diaria de Itamaraty, em diferentes épocas pelas agencias Reuters e UPI. Acabei aprendendo um pouco de diplomacia em contato com vários grandes mestres que honraram a Casa de Rio Branco. Alguns deles já partiram e dos quais sinto saudades enormes  como Luiz Felipe Lampreia, Sebastião Rego Barros, Italo Zappa, Sou e serei sempre grato por compartilhar a sua sabidoria com este esforçado profissional no uso das palavras.    

Anos depois, o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos, o embaixador brasileiro Jão Clemente Baena Soares, me designou seu porta-voz e Diretor de Informação Publica da OEA em Washington e posteriormente como o representante do organismo regional no Brasil.
Essas experiências me deram um tesouro ainda mais valioso que uma boa e intensa carreira profissional: Foi à amizade e a convivência com alguns magníficos diplomatas e jornalistas, que me iluminam até hoje. 

Também fui impregnado pelo entusiasmo de então jovens terceiros secretários, alguns como Rodrigo Baena Soares e Norton Rapesta, atuais embaixadores na Russia e Ucrania. Sorte!
A todos os amigos jornalistas e diplomatas e companheiros de caminhada, do fundo do peito recomendo: Leiam Os diplomatas e suas histórias. Estou certo que dividirão comigo uma opinião: "Temos muitos seres valiosos para seguir lutando por um mundo melhor".
**Guillermo Piernes : Jornalista, escritor e outras coisas mais que nada agregam a este artigo.
* Palácio Itamaraty: MRE


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